NOAA confirma chegada do El Niño ao Brasil; Sul pode ter enchentes e Norte enfrenta risco de seca

Agência americana alerta para aquecimento do Pacífico e projeta clima extremo nos próximos meses, com calor acima da média em várias regiões


Imagem ilustrativa 


A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou oficialmente, nesta quarta-feira (11), a formação do El Niño. O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera o regime de chuvas e temperaturas em escala global e acende o alerta no Brasil.


Meteorologistas já esperavam o anúncio, mas a confirmação intensifica a preocupação com a força que o evento pode alcançar nos próximos meses.


Sul sob risco de temporais e enchentes

O principal impacto previsto para o Brasil é o aumento expressivo das chuvas na Região Sul. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul devem registrar temporais mais frequentes, com acumulados elevados e maior risco de enchentes, deslizamentos de terra e transbordamento de rios. Especialistas advertem que a intensidade dos eventos extremos tende a crescer durante a atuação do El Niño.


Norte e Nordeste em alerta para estiagem

Na contramão do Sul, o Norte e partes do Nordeste enfrentam redução das precipitações. O cenário pode agravar períodos de seca, pressionar reservatórios e gerar prejuízos à agricultura e ao abastecimento de água. Órgãos meteorológicos monitoram a situação de perto, preocupados com os desdobramentos sociais e econômicos.


Ondas de calor no Sudeste e Centro-Oeste

Sudeste e Centro-Oeste devem sentir o fenômeno principalmente na forma de temperaturas acima da média. A previsão é de chuvas mais irregulares e calor intenso, com ondas de calor se tornando mais prováveis durante a primavera e o verão. Cientistas reforçam que o aquecimento global potencializa esses extremos.


Super El Niño pode se formar

A grande incógnita é se o atual episódio evoluirá para um "Super El Niño", classificação reservada a eventos excepcionalmente fortes. Projeções da NOAA indicam probabilidade considerável de intensificação nos próximos meses, o que mantém a comunidade científica em estado de alerta. Episódios desse porte, registrados em décadas passadas, causaram impactos severos na agricultura, no abastecimento de água e na economia mundial.