Segue o texto:
A América Latina vive há décadas sob a influência de uma rede de poder que ultrapassa fronteiras nacionais e combina ideologia, crime organizado e projetos de perpetuação no poder. No centro dessa engrenagem estão regimes autoritários, movimentos políticos articulados regionalmente e estruturas do narcotráfico que funcionam como fontes de financiamento, intimidação e controle social.
Imagem reprodução redes sociaisO regime venezuelano tornou-se, ao longo dos anos, um eixo estratégico dessa rede. Diversas investigações internacionais, relatórios e denúncias apontam para a infiltração do tráfico de drogas em setores do Estado, criando um sistema no qual o crime organizado deixa de ser um ator marginal e passa a integrar a própria lógica de poder. Esse modelo não se limita à Venezuela: ele se espalha por rotas que cruzam a Colômbia, a América Central, o Caribe e alcançam o Brasil, sempre protegido por discursos políticos que tentam deslegitimar qualquer questionamento rotulando-o como “perseguição ideológica”.
Cuba exerce um papel singular nesse tabuleiro. Embora não atue como grande produtora de drogas, funciona como centro de formação política, inteligência e articulação estratégica. O regime cubano exportou, por décadas, um método de controle do Estado, repressão à dissidência e uso sistemático da propaganda como arma, influenciando governos e movimentos em toda a região. Esses tentáculos ideológicos ajudam a sustentar regimes aliados, mesmo quando envolvidos em colapsos econômicos, violações de direitos humanos ou relações obscuras com o crime transnacional.
Nesse contexto, o atentado e a perseguição contra Jair Bolsonaro em 2018 - e os fatos que se seguiram - não podem ser tratados como episódios isolados ou meramente individuais. Independentemente das responsabilidades diretas, o clima de ódio político fomentado por parte da imprensa, a radicalização incentivada por estruturas organizadas e o silêncio conveniente de setores que se autoproclamam “defensores da democracia” levantam questionamentos e afirmações legítimas. Tentativas de eliminar fisicamente adversários sempre foram instrumentos clássicos de regimes e movimentos que não toleram rupturas com seus projetos de poder.
O que se observa é a formação de uma teia continental: o tráfico de drogas garantindo recursos, regimes autoritários oferecendo proteção política e institucional, e articulações ideológicas fornecendo narrativa e legitimidade internacional. Essa combinação corrói democracias, enfraquece instituições e submete populações inteiras à pobreza, ao medo e à censura.
Romper essa engrenagem exige coragem política, transparência e cooperação internacional real - não alianças baseadas em conveniência ideológica. A defesa da liberdade na América Latina passa, necessariamente, por expor essas conexões, investigar sem seletividade e rejeitar qualquer forma de relativização do crime quando ele se disfarça de “projeto político”.
Viva a liberdade, e que Deus proteja Jair Messias Bolsonaro.
