Cuba entra em alerta após prisão de Maduro; fim de petróleo venezuelano ameaça ilha

 A cúpula do governo cubano está em estado de "atenção elevada" e monitora com apreensão o colapso do comando na Venezuela. A detenção de Nicolás Maduro por forças dos EUA, ocorrida no início de janeiro, cortou o cordão umbilical que mantinha a economia da ilha funcionando: o fornecimento subsidiado de combustíveis.

Imagem ilustrativa Cuba (Pixabay)


O fim do arranjo venezuelano

Historicamente, Caracas enviava cerca de 50 mil barris de petróleo por dia a Havana em troca de serviços médicos e inteligência. Com Maduro sob custódia em Nova York e o presidente Donald Trump anunciando o controle operacional das jazidas venezuelanas para uma "transição de poder", o governo cubano admite que a fonte vital de energia está comprometida.

Em pronunciamento recente, Trump foi categórico ao afirmar que os recursos energéticos da Venezuela não serão mais usados para "financiar ditaduras vizinhas", selando o fim do acordo de cooperação.

Elétricos chineses sob ceticismo

Para tentar contornar a paralisia dos transportes, Cuba acelerou planos de importar uma frota massiva de carros elétricos da China. No entanto, a estratégia esbarra na realidade da infraestrutura local.

A ilha enfrenta hoje:

• Apagões sistêmicos: Interrupções de energia que superam 15 horas diárias em algumas províncias.

• Rede obsoleta: Especialistas afirmam que a malha elétrica cubana, em "queda livre", não suportaria a carga simultânea de milhares de veículos.

• Déficit de geração: Sem o óleo venezuelano para as termelétricas, a viabilidade de carros a bateria é questionada até por aliados internos.

Crise Humanitária

Analistas comparam o momento atual ao "Período Especial" dos anos 90, mas com um agravante: a pressão externa é maior e os estoques de alimentos e remédios estão em níveis críticos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, busca agora socorro emergencial em Pequim e Moscou para evitar um colapso total do sistema energético nas próximas semanas.