Sob o governo de Nicolás Maduro, a Venezuela mergulhou em uma crise humanitária sem precedentes, caracterizada pela escassez severa de alimentos e pela destruição do poder de compra. De acordo com relatórios da ONG Provea, a insegurança alimentar atingiu níveis tão críticos que parte da população recorreu ao consumo de produtos destinados a animais, como rações para cães e galinhas, diante da impossibilidade de adquirir itens da cesta básica.
Imagem gerada com IAInspeções realizadas em centros comerciais de Caracas e outras cidades revelaram uma realidade alarmante: a venda de subprodutos cárneos de baixa qualidade, originalmente processados para pets, sendo comercializados para consumo humano. Relatos de cidadãos indicam que esses itens eram misturados a arroz ou ovos para tornar o sabor palatável, ignorando os riscos sanitários e a ausência de padrões de higiene, já que tais produtos costumam ser feitos com restos descartados pela indústria frigorífica.
Esse cenário foi catalisado por uma hiperinflação descontrolada e salários que se tornaram meramente simbólicos, tornando a proteína animal um item de luxo. A fome generalizada resultou em uma onda de protestos e conflitos sociais que deixaram um rastro de mortes e violência, expondo o colapso estrutural de um país onde a busca diária pelo que comer se tornou a principal, e mais dolorosa, prioridade de seus habitantes.
Redação com sites
